Um vendedor de macaxeira da cidade de Vitória De Santo Antão, interior de Pernambuco, teve seu carrinho cheio de macaxeira para vender, aprendido pela fiscalização da prefeitura da cidade na últma segunda-feira(21), ele tentou resistir e assegurar seu meio de sustento, no entanto, a brutalidade e, a violência dos fiscais da prefeitura, sucumbiram sua astúcia. E o carrinho foi confiscado. Além do seu trabalho de colheita como agricultor, esmagado pelas rodas do caminhão da fiscalização.
Esse acontecimento revoltou os moradores da cidade que se encontravam no local um motim pedindo justiça! nesse período de intervenção dos populares, o agricultor, irmão Valdecir (como conhecido pela cidade) sentiu a força coletiva a seu favor, pode parecer pouco, mas, nessas horas a empatia toma proporções que salva vidas...
Acontecimentos como esse descrito acima, traduz a violência e a repressão social que o Estado brasileiro está executando contra seu povo, e o advento das ferramentas de vídeo das redes sociais não deixa escapar, o dia-dia, da brutalidade do aparato estatal contra o povo, outros exemplos como o que vem ocorrendo no RJ, casos recentes no Jacarezinho(com o exército) e nas ruas de SP, a repressão de movimentos sociais e favelas, mostram também atitudes de resistência do povo,porém, não se viu uma nota de repúdio em algum boletim de organização política local ou nacional, absoluto o silêncio e não do povo, mas, das organizações.
A repressão policial aliada as (contra) reformas, expressa uma relação social de tamanha violência para com os mais pobres, dada a falta de condição organizativa e estrutural, são esses que dificilmente participam de atividades políticas, dada as condicionantes estruturais históricas de relação de classes brasileira, são esses que se encontram na ante-sala das principais mudanças políticas, são esses que se encontram em condições materiais na média melhores do que suas gerações passadas, mas que mesmo assim, não encontram efetivamente representatividade política e nas periferias urbanas, são poucos os que participam de alguma organização efetiva, mas eles se organizam para atividades micro de seu cotidiano, como por exemplo, lazer.Tem uma juventude com possibilidades organizativas mas que não encontram referência em nenhum partido, o levante dos secundaristas é um exemplo disso.
No geral, como mostrou uma pesquisa feita pela Perseu Abramo**, a periferia tem um comportamento difuso, mas, compreende como importante o papel do Estado como indutor de políticas públicas. E foi em grande medida esse projeto indutor, vencedor das últimas eleições à presidência.
Não existe vácuo político, assim como não existe também um silêncio do povo, em relação aos retrocessos encampados por Temer, o silêncio se repousa em setores da classe dominante brasileira e seus adjacentes silenciados, o silêncio das panelas é o silêncio da classe dominante, porque a classe média(em sua grande maioria) é apenas a propagadora e reprodutora por excelência dos anseios do andar de cima.
O povo por sua vez, só entra efetivamente no debate político em período eleitoral que em termos de qualidade participativa isso é muito aquém, não bateu panela e tão pouco acredita nos resultados da lava-jato, ele precisa de organização efetiva de suas pautas cotidianas lá no bairro.
O que falta é uma organização que canalize as revoltas do povo que grita por justiça.O exemplo das cidades citadas acima, mostram essa aclamação, cabe as organizações de esquerda e os movimentos sociais, ir ao encontro e tomar a frente em termos organizativos, desse clamor, alguém está ganhando com essa ausência, e pode ser a vitória de uma outra etapa mais brutal do golpe.
Setores da esquerda que apontam todas as culpas para o PT e, não conseguem reconhecer sua própria falta de inserção efetiva para com o povo, cometem dois erros: o primeiro, é de ficar a reboque da mesma crítica que setores de direita faz ao PT e, o segundo mais grave, continuam sem aderência com o povo, dada que no limite das suas análises, o erro foi do PT, o erro foi de direção, o erro foi do povo que escolheu o PT não a nós, os verdadeiros iluminados.
Setores da esquerda que apontam todas as culpas para o PT e, não conseguem reconhecer sua própria falta de inserção efetiva para com o povo, cometem dois erros: o primeiro, é de ficar a reboque da mesma crítica que setores de direita faz ao PT e, o segundo mais grave, continuam sem aderência com o povo, dada que no limite das suas análises, o erro foi do PT, o erro foi de direção, o erro foi do povo que escolheu o PT não a nós, os verdadeiros iluminados.
** https://fpabramo.org.br/wp-content/uploads/2017/03/Pesquisa-Periferia-FPA-040420172.pdf
